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Archive for junho \30\UTC 2008

Você é Nômade?

Por: Flávio Demarchi

Com a facilidade de conectividade e a flexibilização dos métodos de trabalho, a revista “The Economist” cunhou o termo “Nômade” para definir os profissionais que não dependem de um espaço físico para trabalhar e se encontram conectados 24 horas por dia (ou pelo menos nas horas que estão acordados).

O canal Mundo Virtual do IG fez uma matéria sobre o assunto com exemplos brasileiros de empresas sem sedes que trabalham apenas com funcionários “nômades”. O artigo destaca que estes profissionais, na verdade, se caracterizam mais pela liberdade e conectividade que pela mudança constante de ambiente. Ou seja, o que vale é independência de um ambiente fixo. Confira.

Claro que a idéia de viver constantemente conectado não agrada a todos. Alguns temem, com razão, que o excesso dessas facilidades torna pessoas presas demais ao trabalho, dificultando a distinção entre vida profissional e privada. Pessoalmente, acredito que o importante é o equilíbrio. O Twitter, por exemplo, é um sinal destes novos tempos em que a internet oferece a possibilidade de presença constante em nossas vidas. Se você o aproveita de uma maneira consciente ou neurótica, depende de você. Mas não é bom contar com esta escolha?

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Por: Flávio Demarchi

O Teletrabalho para muitos é um objetivo de vida, para outros é uma realidade. Mas para alguns é um tema de estudos! Manuel Martin Pino Estrada é uma dessas pessoas que dedica parte do seu tempo para pesquisar o Teletrabalho e os seus impactos no dia-a-dia. Com um livro publicado e muitos artigos sobre o tema, Manuel passará, a partir deste post, a colaborar com este blog, compartilhando conosco um pouco da sua experiência.

Se você quiser participar também, entre contato conosco!

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Definição e vantagens do teletrabalho

Por Manuel Martin Pino Estrada

1. Definição e características

Define-se teletrabalho como a transmissão da informação conjuntamente com o deslocamento do trabalhador, através de antigas e novas tecnologias da informação,  em virtude de uma relação de trabalho, permitindo a execução à distância, prescindindo da presença física do trabalhador em lugar específico de trabalho.

Teletrabalhador é aquela pessoa que desenvolve atividades laborais através de antigas e novas tecnologias de informação e comunicação, distante da sede da empresa ou da pessoa física à qual presta serviços(1).

O teletrabalho assenta num novo paradigma, em que o trabalho deve ir ao encontro do trabalhador em vez de ser este a ter de ir diariamente ao encontro do trabalho. Essencialmente, baseia-se numa descentralização física acompanhada por uma descentralização da informação, o que hoje se chama uma forma de trabalho distribuída(2).

Sendo, por isso, uma atividade profissional exercida à distância, graças à utilização interativa das novas tecnologias de informação e de comunicação (TIC), que diz respeito ao “trabalho por conta de outrem ou independente, e interessa a todas as tarefas que compreendam a utilização, tratamento, análise, ou produção de informação”(3).

Estas definições ajudam-nos a acentuar quatro componentes fundamentais, ao conceito do “teletrabalho”, a saber:

i) Por um lado, o fato de se exercer à distância, por intermédio de infra-estruturas de telecomunicações, com efetiva deslocalização física do exercício ou da prestação do trabalho;

ii) Com a utilização das tecnologias de informação e de comunicação (TIC) de modo interativo, diferido ou direto, que “tem provocado uma transformação da natureza e das condições de exercício do trabalho, com crescente intermediação das redes de pessoas e de tecnologias para se viver e trabalhar à distância, no fundo para teletrabalhar”.

iii) Por outro, a flexibilidade do/no exercício do trabalho, no que diz respeito às suas variadas formas ou modalidade de exercício e de tempo de realização. A flexibilidade no exercício do trabalho, emerge como uma das componentes mais importantes no teletrabalho, no exato sentido em que coloca em causa a organização tradicional do trabalho, com transformação da natureza das atividades humanas através da desmaterialização desse mesmo trabalho

iv) Por fim, e decorrente da necessidade de existir “interesse econômico para as empresas” e para as pessoas, pensamos ser importante acrescentarmos uma perspectiva de melhoria econômica e de produtividade no trabalho prestado, assente na idéia de redução de encargos financeiros, de esforços, de energia, de recursos, de tempos, etc (4).

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) o teletrabalho é qualquer trabalho realizado num lugar onde, longe dos escritórios ou oficinas centrais, o trabalhador não mantém um contato pessoal com seus colegas, mas pode comunicar-se com eles por meio das novas tecnologias (5).

2. Vantagens do teletrabalho

2.1. Para a empresa, as vantagens são as que seguem:

a) Redução em despesas com imobiliário pela diminuição do espaço no escritório;
b) o teletrabalhador dificilmente estará “ausente”;
c) oportunidade para a empresa operar as 24 horas globalmente;
d) em caso de catástrofes que não bloqueiem as telecomunicações, as atividades feitas pelos teletrabalhadores não sofrerão suspensão;
e) maior motivação e produtividade  dos empregados;
f) redução dos níveis hierárquicos intermediários, possibilitando conservar o pessoal mais qualificado, oferecendo-lhe melhores vantagens de localização.

2.2. Para a sociedade e o governo são as seguintes:

a) Geração de empregos;
b) diminuição nos congestionamentos nas grandes cidades, especialmente nos horários de rush;
c) redução da poluição ambiental;
d) maior quantidade de empregos nas zonas rurais;
e) redução com os gastos de combustível;
f) melhor organização do território;
g) promoção e desenvolvimento dos subúrbios e das regiões rurais.

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Notas:

(1) Definições feitas pelo autor.
(2) LANCASTRE, José Garcez de. Estudo sobre as Modalidades Distribuídas e Flexíveis de Trabalho no Contexto Empresarial Português – O Teletrabalho. Fundo Social Europeu e Governo da República Portuguesa. Lisboa – Portugal, 2006.
(3) RUBINSTEIN, Michel. L ´impact de la domotique sur le functions urbaines. Fondation Européenne pour Famélioration dês conditions de vê et de travail. Dublin – Irlanda, 1993.
(4) LEMESLE, Raymond Marin & MAROT, Jean Claude. Le Télétravail. PUF, Collection Que sais – je?, Paris – França, 1994
(5) GBEZO, Bernard E. Otro modo de trabajar: la revolución del teletrabajo. Trabajo, revista da OIT, n. 14, dez de 1995.

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Por: Flávio Demarchi

O “How Stuff Works” é um site muito interessante que tem uma proposta bastante humilde: explicar como tudo funciona. Desde o corpo humano, até a possível visita de extraterrestres à Terra, o HSW abrange diversas áreas de interesse com matérias geralmente muito boas, mas às vezes bem sucintas. E o melhor, apesar de americana, a empresa tem um endereço brasileiro com páginas e páginas de conteúdo em português!

Lá, encontramos esta matéria sobre como montar o seu Home Office.

Algumas dicas tiradas do artigo:

Se você pretende equipar um quarto, faça uma planta antes de comprar os móveis. Use uma escala de um centímetro e desenhe as janelas e as portas. Depois coloque vários rascunhos de desenho para alguns itens como a sua mesa e o computador.

Use uma parede ou parte dela para definir o escritório. Se você realmente tem pouco espaço, monte prateleiras na parte de cima da parede para guardar arquivos e use uma mesa dobrável.

Quando for comprar um computador, verifique o seguro da casa e veja se cobre roubo ou danos de computador..

Confira lá: http://casa.hsw.uol.com.br/como-criar-um-home-office.htm

Você tem mais dicas? Envie-nos ou deixe nos comentários.

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Por Franco Rosário

capa trip 166

A edição número 166 da revista Trip, que saiu em maio, trouxe uma reportagem muito legal sobre teletrabalho. O pessoal da revista abandonou o escritório por 3 semanas e todos trabalharam de forma remota, se comunicando pela internet e telefone. Confira um trecho da matéria:

Dá para fazer a revista de casa, do clube ou de uma lan house sem perder a qualidade e sem enlouquecer?
Quando decidimos fazer isso, não tínhamos a menor idéia. Agora dá para dizer, sim, é possível e até interessante.
Com Skype, Messenger, celular, acesso remoto aos servidores e todas essas maravilhas contemporâneas, foi possível pautar, escrever, editar e desenhar a revista. Trabalhou-se sem horários, de forma menos rígida, mas trabalhou-se muito. E, no meio do processo, foi preciso aprender o duro equilíbrio entre estar conectado e desconectado. E também saber quando trabalhar em grupo, quando ficar sozinho e quando fazer reunião com presença física.

Leia a matéria na íntegra (recomendo ler a revista toda).

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Por: Flávio Demarchi

Home Office

Conheço muita gente que gostaria de mudar o ambiente onde trabalha. Desde escritórios sujos e mal cuidados até de estilos duvidosos, o fato é que você só tem controle do seu espaço quando tiver um canto para chamar de seu. Os sites abaixo possuem uma série de fotos de Home Offices personalizadíssimos de pessoas que fizeram muito mais do que comprar um post-it colorido para organizar o seu ambiente diário.

http://wherewedowhatwedo.com/

http://home.officesnapshots.com/

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Teletrabalho lá fora

Por: Flávio Demarchi

Não é só por aqui que o teletrabalho está em voga. Pelo visto los hermanos uruguayos começaram a se mexer antes que os brasileiro neste assunto:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u377689.shtml

Que essa competição sadia se esquente!

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Por Franco Rosário

Li no site do Instituto Empreender Endeavor uma matéria muito interessante sobre teletrabalho. Trata-se de um estudo da Gartner que diz que, em2008, mais de 40 milhões de pessoas vão trabalhar pelo menos um dia por semana de forma remota. O artigo pode ser lido através do link abaixo (em inglês, para cadastrados).

http://www.endeavor.org.br/index.asp?conteudo_id=28&document_id=11737

Resumo

De acordo com estudo da Gartner, líder mundial no fornecimento de pesquisa e análise sobre tecnologia, em 2008, 41,4 milhões de empregados no mundo vão passar, pelo menos um dia da semana, trabalhando remotamente, ou seja, pela Internet. Porém, segundo o estudo, ainda existe aqueles que preferem interação cara a cara. O texto sugere que as companhias criem planos formais de estabelecimento e sustentação de tecnologia para que os ajustes dos escritórios virtuais sejam bem sucedidos.

O estudo sugere também a criação de um programa piloto para implementação do teletrabalho em uma empresa. Para ter sucesso, programas desse tipo devem seguir 6 passos:

  • Passo 1: Decida os critérios de sucesso do programa piloto e como medí-los, reportá-los e revisá-los;
  • Passo 2: Encontre um ambiente que suporte o plano e que não seja muito grande para começar;
  • Passo 3: Estabeleça um comitê e um time do projeto para implementar a iniciativa;
  • Passo 4: Convoque voluntários para participar do piloto;
  • Passo 5: Eduque os empregados sobre a iniciativa, focando nas mudanças de processos e atuação;
  • Passo 6: Lance o piloto

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