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Archive for julho \30\UTC 2008

Ah, o trânsito…

Por: Flávio Demarchi

Todo paulistano é meio masoquista. A gente adora pegar um trânsito básico para ter um bom motivo para ficar nervoso. Parece que por aqui o stress não é só um problema social. É um estilo de vida.

Os 800 carros novos por dia que aparecem na cidade são a maior prova disso. Inconscientemente, o que o povo quer é piorar a situação! Mais que um problema estrutural, o trânsito é uma terapia coletiva. É uma mistura de carnaval fora de época com um ritual de exorcismo.

A buzina, por exemplo. Ela equivale a horas de psicanálise! Não há nada mais gratificante que apertar o meio do volante com as duas mãos, como se fosse o pescoço do sujeito na sua frente. Claro que o efeito prático é nulo, já que o semáforo não vai abrir mais depressa, e nem o caminhão mais à frente vai ocupar menos espaço. Mas o que vale é o efeito moral. Sentir-se o agente corretivo, com pressa, ameaçador. Em suma, o carro alpha. Aliás, tenho certeza que o transporte público seria muito mais utilizado se houvesse buzinas individuais disponíveis para os passageiros. As pessoas ficam muito mais satisfeitas se contam com a possibilidade de descontar nos outros o próprio nervosismo.

Para falar a verdade, o objetivo do post de hoje era mostrar momentos de estresse no trânsito para combinar com o post anterior. O problema é que todos os vídeos que encontrei eram muito violentos e eu senti que não iria melhorar o dia de ninguém. Por isso vou colocar aqui dois vídeos mais leves. O primeiro, um clássico, vale para me lembrar que tudo que disse mais acima vale para qualquer cidade grande do mundo, não só São Paulo.

O segundo para mostrar que estou na cidade errada, usando o meio de transporte errado, olhando para a paisagem errada. Snif.

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Stress?

Por: Flávio Demarchi

Mas nenhuma dessas pessoas se compara a este russo:

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Organíza-te!

Augusto Campos, autor do blog efetividade.net, é um cara que adora escrever sobre Home Office. Como seus artigos são sempre muito bons e completos, pensei comigo mesmo: por que não publicar algo dele por aqui na cara dura?

Entrei em contato e, olhem só, ele topou! Topou e ainda colocou o selo do Chega de Trânsito no blog! (coloque o selo no seu blog também, é de graça!) 😛

Como o tema Home Office é recorrente por lá, resolvi republicar aqui um artigo mais antigo, mas que continua bem válido. Ele trata de organização.

Mas antes, para completar a lista dele, vou dar a minha pequena contribuição com duas pequenas dicas que considero bem úteis:

– Saiba jogar as coisas fora: especialmente os papéis, que tem a mania de se acumular nas periferias da sua escrivaninha. Depois de usar os dois lados como rascunho, não tenha dó de jogar no cesto de reciclagem. Acredite, se você não sabe ao certo se vai utilizar aquela impressão no futuro, muito provavelmente ela vai ficar lá até você não aguentar mais e jogar fora do mesmo jeito.

– Backups de cd ocupam muito espaço. Transforme os cds antigos em dvds. Cada dvd pode equivaler a 6 cds de espaço virtual, mas ocupa o mesmo espaço físico. Além de que todo cd (ou dvd) precisam ser “rebecapeado” de 4 em 4 anos, mais ou menos. Eu tenho por volta de 100 dvds com backup das minhas fotos. Não consigo imaginar espaço no meu quarto para 600 cds! Isso até o Blue ray se popularizar. Depois terei o trabalho de passar tudo de novo para blue rays com 32 gigas de capacidade…

Leia as dicas do Augusto mais abaixo, ou veja o artigo original aqui: http://www.efetividade.net/2006/11/23/7-dicas-para-mais-efetividade-na-sua-organizacao-domestica/

Por: Augusto Campos

Usabilidade em casa: 7 dicas para mais efetividade na sua organização doméstica

Quando escrevi o artigo 7 dicas para o escritório doméstico ideal – das cadeiras ao cartão de visitas!, não imaginava que ele iria gerar um retorno tão positivo. Aparentemente, trabalhar em casa é uma tendência cada vez mais presente, e esta acabou sendo um dos artigos mais visitados até hoje aqui no Efetividade.net.

Mas organizar a casa de forma efetiva não é um desejo apenas de quem trabalha nela. E não é difícil agregar valor (principalmente na forma de eficiência e produtividade) à sua experiência doméstica com pouco esforço na organização.

Veja abaixo 7 dicas para maior efetividade na organização da sua casa, aplicáveis do menor apartamento de solteiro até a maior casa de família 😉 Após ler, veja também os links e compartilhe com os demais leitores as suas dicas de organização doméstica.

  1. Tenha lugares certos para os objetos que você usa regularmente. Não importa se é só você que usa, ou se é compartilhado: simplesmente não há por que não saber onde está o carregador do celular! Que tal deixá-lo sempre na tomada, com o cabo bem fixado e escondido atrás de um móvel, e o conector sempre visível e disponível? Na mesma linha, que tal ter um porta-chaves bonito, bem visível e acessível perto da porta, para tirar as chaves do bolso na hora em que chega em casa, e sempre saber onde elas estão? E o guarda-chuva – você já parou para pensar o quanto é barato ter um gancho ou cabide para deixá-los pendurados sempre na lavanderia? Até algum tempo atrás, a cada vez que eu ia mandar uma carta, tinha que procurar pela casa os envelopes, os selos e o meu carimbo de remetente. Qual a solução? Estes 3 itens são usados sempre juntos, então coloquei todos em uma caixa transparente e defini um lugar para ela na escrivaninha. Sempre que falta luz, vale a pena ter a tranquilidade de saber onde está a lanterna, ou as velas (com fósforo, senão não adianta).
  2. Tire do caminho o que você raramente usa. Eu moro no sul do Brasil, e gosto de fondue. Tenho 2 ou 3 panelas de fondue, mas mesmo no mais frio dos invernos, não tenho oportunidade de usá-las mais do que 3 ou 4 vezes. Tenho também uma panela de pressão, que uso basicamente para cozinhar pinhão (algo que também só ocorre no inverno). Mesmo assim, até recentemente eu tinha que deslocar as panelas de foundue e a panela de pressão sempre que queria pegar o fervedor de leite. Faz sentido? Não faz, claro. Arranjei uma boa caixa de plástico com tampa hermética (dessas bem econômicas, de supermercado), guardei as panelas uma dentro da outra e em cima de um armário, e ganhei muito espaço para os utensílios que realmente uso no paneleiro. Da mesma forma eu encaixotei e etiquetei os CDs que raramente ouço, e ganhei espaço para mais livros na estante perto do computador. Coloquei na estante também um pote opaco para guardar as moedas que insistem em estar no meu bolso quando eu chego em casa, e a cada vez que o pote enche, faço uma doação das moedas para alguma instituição aqui de perto.
  3. Coloque em seu caminho o que você não pode esquecer. Eu tenho uma bandeja de saída na sala, perto da porta de casa, e deixo nela (bem visível) qualquer coisa que eu precise ver quando sair – por exemplo, uma conta para pagar na lotérica, ou um relatório que preciso levar para o trabalho. Para ajudar a conferência da bandeja a virar uma tarefa inconsciente e inevitável, eu deixo ao lado dela o celular (o terminal do carregador também fica ali) e a minha carteira. Algumas pessoas colocam um quadro de avisos e lembretes perto da porta, mas para mim ele funciona melhor na cozinha – onde também fica no meu caminho várias vezes por dia.
  4. Itens estratégicos: não concentre, espalhe. Já faz alguns anos que eu percebi que um dos locais em que eu mais usava a tesoura era a cozinha – e tomei a decisão óbvia: comprei uma tesoura de cozinha, com o cabo de outra cor, e coloquei um gancho na parede para tê-la sempre à mão. Da mesma forma, tenho caneta e papel na mesa do computador, na escrivaninha, no quarto e na porta da geladeira. Embora minha caixa de ferramentas fique guardada em um armário específico, tenho na escrivaninha um alicate universal e uma chave Philips que resolvem uns 80% das minhas necessidades de ferramentas. E tenho 3 tesouras em casa, cada uma em um lugar próprio.
  5. Tenha uma caixa de entrada. Fãs do método GTD unanimemente concordam que ter uma caixa de entrada e processá-la regularmente é um dos principais pilares da produtividade pessoal. Ter uma bandeja, escaninho ou mesmo uma caixa de sapatos onde você esvazia os bolsos de toda a correspondência, cartões de visita, recibos, anotações, etc. quando chega em casa, e processa posteriormente, sabendo que estará *tudo* lá. O mesmo método, com pequenas adaptações, serve para aquela arrumação anual dos armários: pegue uma caixa grande, e deixe lá todos os itens cujo processamento depende de uma decisão posterior, ou é um pouco mais demorado. Assim, você completa a arrumação básica, e sabe onde estão todas as pendências para processamento posterior. Só não vale esconder a caixa depois 😉
  6. Coloque cestos de lixo perto dos locais onde o lixo é produzido. Se o arquivo fica mais perto do que o cesto de lixo, você vai perceber que arquivará vários itens que poderiam ir para o lixo. Tenha um cesto perto da escrivaninha, e outros perto de onde você abre sua correspondência.
  7. Estruture seus arquivos pessoais. Todo mundo tem contas pagas, recibos, notas fiscais, receitas, garantias, manuais de instruções e outros papéis que raramente são necessários – mas quando chega a hora de precisar deles, é preciso dispender uma boa dose de esforço até encontrá-los. E é fácil e barato mantê-los organizados com um arquivo de pastas suspensas. Aquele ali da foto, em plástico transparente, custa cerca de R$ 60,00 no site da Kalunga, mas é possível encontrar alguns menores por até R$ 25,00 – e é um dos itens que mais fazem diferença na organização doméstica.

Estas são as minhas 7 dicas. Compartilhe as suas nos comentários!

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Por: Flávio Demarchi

O Brasil tem mais ou menos 180 milhões de habitantes. Destes, 10,6 milhões trabalham da própria casa.

É o que diz uma notícia que encontrei no UOL empregos (e que não sei como não tinha visto antes).

Uma passagem interessante:

“…a cidade perde por ano R$ 4,1 bilhões com congestionamentos, e o paulistano poderia converter em renda 30% do tempo que perde para se deslocar até o escritório.”

Eu acho que a perda pode ser até maior, já que depois de mais uma hora de trânsito você não produz tanto quanto poderia por puro estress.

É bom, mas não estranho, ver também que são as microempresas que mais se beneficiam deste tipo de trabalho. Provavelmente atraídas pela redução de custos elas também saem ganhando em produtividade.

Veja a matéria completa e aproveite para ver este link relacionado: “Trabalhar de casa ajuda o moral e reduz o estresse, diz pesquisa”.

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Por: Flávio Demarchi

Quem nunca teve vontade de dar uma dormidinha no trabalho? É talvez a situação mais constrangedora possível em um escritório. Você quer ficar acordado, mas aquele sono que vai tomando conta de você, a vista fica escura, você tenta se segurar no mouse (que vai junto e ainda leva seu note), se entope de café ruim, mas não adianta. Você precisa dormir:

Dizem que uma soneca de 20 minutos, não mais, é o suficiente para você descansar sem entrar em sono profundo. Se eu fosse o chefe desse cara do vídeo eu mandava ele dormir no sofá. Daria na mesma, não? Ele está sem condições de trabalhar, mesmo. Pelo menos você salva a produtividade do resto do dia.

Claro que em casa você pode aproveitar a hora do almoço e dar uma dormidinha, mas se é um daqueles dias que você não pode se dar ao luxo, pode tentar algo mais nerd:

Que tal andar por aí com o computador a tira-colo? O Hip Office te ajuda a levar o trabalho para onde for. Duvido que você durma andando.

Duvido que trabalhe também, mas você pode tentar. : ]

Talvez usar o Hip Office seja vergonhoso. Mas cair da cadeira de sono é pior, não?

Aliás, nota à parte, quem anda com a perna tão afastada assim como na foto? E o braço reto? O cara deve estar dançando.

Veja o site do fabricante. Outras imagens peculiares te esperam.

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Macetes.

Por: Flávio Demarchi

O blog Efetividade.net tem alguns bons artigos sobre Home Office. No último, eles separaram 10 dicas para melhorar o escritório doméstico. São elas:

Pare para pensar no seu ambiente

Alimente-se melhor

Redistribua os móveis e objetos

Fuja do aperto

Acorde mais cedo

Atitude ecológica

Arquive direito os documentos

Organize os cabos

Atenção às telecomunicações

Considere a ergonomia

Confira no site Efetividade.net as explicações.

Aproveitando, reuni outras dicas pessoais:

Invista em redes sem fio: além de diminuir o incômodo dos fios e a sujeira provocada por eles, um roteador sem fio te permite variar entre ambientes e aproveitar melhor o benefício de trabalhar em casa. Além de que, em Home Office, você tende a ficar muito tempo sozinho e certas mudanças ajudam a manter o astral.

Esqueça os desktops: mesmo mais caros e geralmente menos potentes, os notebooks acumulam vantagens em cima dos computadores de mesa. Em um Home Office, além de te permitir sair com o computador para uma reunião, um note se mostra extremamente útil por economizar espaço na sua mesa e também por permitir ser guardado, mudando um ambiente de trabalho para um caseiro em segundos. E não deixe de usar senhas de acesso. É uma proteção a mais que não custa nada. Especialmente se houver crianças em casa.

Olhos nos olhos: não se engane, em um Home Office você vai passar mais tempo na frente de um computador. Então cuidado com as costas. Um notebook tem a grande desvantagem de te obrigar a ficar curvado como um anzol para trabalhar. Para amenizar o problema eu posiciono o meu note em cima de dois livros grossos e utilizo um teclado usb com um mouse extra. Dessa maneira o monitor fica mais próximo à linha dos olhos.

Separe bem: na medida do possível, separe o computador pessoal do computador de trabalho por motivos óbvios.

Tire horas de almoço fixas: use um despertador, se necessário, mas não sacrifique a hora do almoço. Tirar uma hora para dividir o dia é ótimo para relaxar e manter-se produtivo o dia inteiro.

Telefone: eu uso apenas internet, mas se você necessita um telefone, um voip como o Skype ou o Vono é uma ótima idéia. O telefone toca apenas nas horas que o computador está ligado. Isso ajuda a que você separe bem as horas de trabalho com as pessoais.

Visitas: Saiba com antecipação se algum serviço de manutenção vai passar na sua casa e deixe as intruções com outra pessoa. Não deixe que o trabalho dos outros atrapalhe o seu. Se não houver mais ninguém na casa, agende todos as visitas que for receber para um dia só, de preferência para o mesmo período.

Apagão: como disse há uns posts atrás, tente ter dois serviços de internet de fornecedores diferentes. Nunca se sabe quando uma nova pane no Speedy vai te deixar na mão.

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Por: Flávio Demarchi

Você nasceu para ser dono ou empregado? Trabalhando da sua própria casa, mesmo sendo empregado, você acaba se comportando como dono, e uma maneira ou de outra. Mas é sempre bom saber das alternativas.

Veja o vídeo abaixo que encontrei na globo.com:

Algumas boas dicas do vídeo:

– Ao abrir um negócio, procurar um sócio que não seja muito parecido com você (para não cometer os mesmos erros).

– Abrir a sua empresa motivado por uma oportunidade, não por uma situação passageira ou desconforto em especial.

– Ao ser dono, prepare-se para a instabilidade e para os riscos: tenha mais dinheiro que o mínimo necessário para abrir o negócio. Imprevistos acontecem.

Algumas críticas:

– Tenho sérias dúvidas se é realmente uma questão de vocação ser empregado ou dono.

– Dizer que empregados gostam de trabalhar em equipe e donos não, é uma generalização antiquada.

– Dizer que donos não gostam de ouvir palpites é uma semi-verdade. Os bons donos não só gostam, como sabem estimular seus empregados, fornecedores e clientes e darem sugestões e incluí-los nas soluções.

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