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Archive for setembro \22\UTC 2008

Por: Flávio Demarchi

Você sabia que hoje, 22 de setembro, é o dia mundial sem carro? Pois é, pouca gente sabia. Pena que uma campanha como essa não gera a mídia expontânea suficiente para as pessoas deixarem o carro em casa.

Leia mais aqui.

Sou 100% a favor da campanha. Inclusive, sou daqueles que tira o carro da garagem uma ou duas vezes por semana, no máximo. Mas imagine o que aconteceria se 50% das pessoas, de uma hora para outra, deixasse de usar o carro em uma cidade como São Paulo. Imagine milhões de pessoas a mais tentando pegar um ônibus ou metrô, hordas de engravatados caminhando a av. Rebouças acima, diretores de empresas praticando surfe ferroviário, motoboys reclamando de ciclistas que não respeitam as leis de trânsito, donas de casa dependuradas na porta dos ônibus segurando a sacola de frutas, etc.

Até a cidade ter um sistema de transportes aceitável (dizem que levaria no mínimo 10 anos), a única saída é trabalhar em casa. : ]

Ou conviver com o caos.

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Por: Flávio Demarchi

É… não vai ter jeito. Ou as pessoas começam a trabalhar de casa, ou a cidade entra em colapso….

Metrô de São Paulo é o mais lotado do mundo.

Você também leva uma vida de gado?

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Por: Flávio Demarchi

Não é só candidato à prefeitura que quer ganhar alguma coisa nesta eleição. As construtoras bolaram um grande plano de obras para São Paulo, como “guia” para a futura prefeitura.

Querendo mostrar-se preocupados, fizeram uma pequena lista com diversas obras de investimento total de R$15,6 bilhões. Vou colocar os zeros e os pontinhos para fixar: R$ 15.600.000.000,00. A quantia equivale a mais de três vezes o orçamento atual da cidade dedicado ao tema.

Veja a lista dos projetos aqui e saiba se a sua casa corre o risco de desabar num futuro próximo.

Não acho que fazer uma lista de obras seja algo necessariamente ruim. Não sou contra a iniciativa privada dar palpite na sociedade. Ela tem o know-how do negócio e compartilham a responsabilidade pública. Inclusive algumas das propostas não seriam de todo mal a meu ver.

Mas, como levantado pela Folha (só para assinantes), apenas 28% do total do investimento seria voltado para o transporte público através de corredores de ônibus. O restante seria revertido na forma de 54 viadutos, 18 pontes, 44 novas avenidas, 26 alargamentos ou duplicações, 36 passagens subterrâneas e 13 túneis.

Além disso, o grande perigo da história toda é que construtoras sempre foram grandes finaciadoras de campanhas políticas. A chance de obras caras sem grande relevância (ou que privilegiam a poucos) serem levadas adiante é algo a ser levado em conta. Vou guardar a lista para saber qual desses planos a próxima gestão colocará em prática.

Gostaria de ver um projeto semelhante elaborado por uma organização com menos interesses envolvidos, que levasse em conta outros aspectos, como transporte público, impacto das obras e opinião pública. De qualquer jeito, não vejo grandes melhorias para o trânsito nos próximos anos. A única maneira de escapar do trânsito é pegar metrô lotado, ir andando ou não sair de casa.

E viva o Home Office.

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